Itaú pixado

E o que é que EU tenho a ver com isso?

Alguma coisa está fora da velha ordem. Há tempos já. Esse ano algumas macro insensatezes ficaram tão absurdamente claras que vieram à tona. Saravá! Aleluia!

Ainda não sabemos como criar um novo sistema – ou uns novos sistemas que saibam acolher suas diferenças para coexistirem com respeito. Ainda não sabemos como mudar nossos macro incômodos (os micro já são tão desafiadores), mas os descontentamentos sociais, políticos e econômicos já foram bem mais explicitados do que poderiam ser há 30 anos por exemplo.

Quem escolhe observar além da profundidade de um pires percebe que as pixações e os vandalismos constantes a agências de banco têm um forte simbolismo, gritam um descontentamento com o sistema que construímos até aqui e que agora está decaindo, não se sustenta mais, não traz felicidade, portanto é arcaico. É assim na natureza. Tudo o que nasce um dia fica velho e morre para renascer melhor (tomara, prefiro acreditar que sim).

Cedo ou tarde vamos perceber que chegou a hora de parar de criticar nossos próprios fracassos como membros dessa sociedade que sustentamos (mesmo sem concordar, continuamos sustentando) e passar para a próxima fase: reinventar o meu próprio dia a dia abraçando as minhas próprias responsabilidades (a parte que me cabe é só e é tudo o que me cabe) para deixar nascer a sociedade que quero.

Antes de tudo é preciso sonhá-la. Para criar a sociedade dos meus sonhos, minha própria vida precisa ser resignificada e sonhada em detalhes, de um jeito mais satisfatório para mim e com a clara consciência da interdependência, aquela que garante que tudo e todos seremos respeitados. Imaginar sem sabotagem, com o entendimento de que tudo o que existe, antes de existir um dia foi imaginado.

Tão simples assim é a lei da vida. Tão simples assim é a lei da nossa natureza humana. Pare e repare.

Paula Diniz

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